A Conmebol decidiu abrir uma investigação disciplinar contra o Botafogo, em resposta a uma denúncia feita pelo Peñarol, do Uruguai. A denúncia alega a ocorrência de supostos atos ofensivos e discriminatórios por parte da torcida alvinegra durante o jogo de volta da semifinal da Libertadores, em Montevidéu, no dia 30 de outubro.
Segundo o Peñarol, a denúncia se baseia em um vídeo que mostra torcedores brasileiros fazendo gestos relacionados a mãos algemadas, em alusão aos torcedores uruguaios detidos no Brasil antes da partida de ida.
O Peñarol formalizou a reclamação na terça-feira (12), e a Conmebol deu início a um processo disciplinar para apurar os fatos. O Botafogo terá até o dia 18 para apresentar sua defesa.
Em sua defesa, setores do Botafogo criticaram a atitude do Peñarol, acusando o clube uruguaio de tentar distorcer os eventos ocorridos no Brasil. Eles mencionaram incidentes no dia 23 de outubro, quando torcedores do Peñarol vandalizaram quiosques, incendiaram uma motocicleta e entraram em confronto com a polícia na praia do Recreio, no Rio de Janeiro.
Além disso, o Botafogo alega que o espaço destinado aos visitantes no estádio Nilton Santos foi alvo de vandalismo, com danos a cadeiras e banheiros.
A denúncia feita pelos uruguaios refere-se aos artigos 12.2 e 15.2 do código disciplinar da Conmebol. O artigo 12.2.e proíbe gestos, palavras, cantos, objetos ou qualquer outro meio que transmita mensagens inapropriadas em eventos esportivos, especialmente se tiverem caráter político, ofensivo ou provocativo. Enquanto o artigo 15 trata da discriminação, punindo clubes cujos torcedores desrespeitem a dignidade humana e podendo resultar em multas de até US$ 100 mil, podendo chegar a US$ 400 mil em caso de reincidência.
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